Quomodo Blog
Choro do Bebê
20 de maio de 2016
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Choro

É bem comum ouvir que qualquer choro da criança é birra ou manha. Mas é incomum que elas ocorram antes dos 2 anos de idade, fase em que as crianças começam a tomar consciência de que elas são um ser diferente e separado de suas mães.

O choro é a única forma de expressão que o bebê conhece. Quando ele quer alguma coisa (qualquer coisa), ele vai chorar. Seja mais ou menos, seja proporcional ou não. Cabe a nós mantermos a calma e tentarmos entender o que aquele choro quer dizer.

Sendo assim, quando a criança tem um acesso de choro com 9 meses, ela pode estar sim, querendo chamar sua atenção, mas “querer atenção” já é alguma coisa, uma indicação de necessidade.

O ideal é fazer um balanço mental dos acontecimentos e das relações quando a criança parece se comportar de forma diferente do que ela está acostumada:

– Há algo acontecendo na família que possa fazer a criança se sentir diferente? (Gravidez, brigas entre os pais, falecimento de alguém importante…)

– Todas as necessidades fisiológicas da criança foram atendidas? (Fome, frio, sede, fralda limpa, banho…)

– Ela pode estar incomodada com alguma sensação física que ela ainda não consegue explicar? (roupa apertada, fralda apertada, etiqueta da roupa incomodando, dores em geral – garganta, ouvido, cabeça, barriga, dente…).

manual mam

Me lembro quando o Thiago ainda tinha meses e de repente começou a ficar nervoso com tudo, parecia morder todo mundo que tentava pegar no colo. Antes de qualquer coisa, eu só conseguia pensar: “Meu Deus, será que o Thiago está mudando o comportamento dele e vai ser assim estressado daqui pra frente. Isso é possível para uma criança tão pequena?”. Tamanho foi meu alívio quando vi o seu primeiro dentinho apontando na gengivinha. Era isso, afinal! Imaginei que irritante deve ser você se incomodar com algo que ainda nem consegue ter consciência do que é, tão pouco expressar de outra forma além do choro.

Eu também acredito muito que a mãe as vezes tem uma intuição que surge do além (rs) que vai mostrar para ela qual era o problema. Mas caso demore um pouquinho a chegar ou você fique tão nervosa que não consiga se conectar a esses sinais do universo, mantenha a calma e faça as perguntas lá em cima…

Um abraço!

Cecília.

Eu costumo dizer que nem mesmo quando estamos grávidas sentimos 100% como é ser mãe. Afinal o grande acontecimento, que é o nascimento, é um marco incrível na linha do tempo da nossa vida. O que foi antes ficou para trás, bye-bye! A vida (re)começa naquele dia.

Pensando nisso resolvi pontuar as coisas mais importantes que aconteceram comigo depois daquele 03/12/2012 em que meu príncipe nasceu:

1) Me tornei infinitamente mais preocupada com o mundo.

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Acho que sempre prestei atenção ao que ocorre do lado de fora do trabalho, de nosso casa, enfim, no mundo. Mas depois que o Thiago nasceu a preocupação sempre é: “Meu Deus, como serão as coisas quando ele crescer?”, isso em todos os aspectos: segurança, saúde, meio-ambiente. Acho que se tornar mãe engrandece a pessoa nesse sentido, faz a gente querer colocar mais a “mão na massa” pra mudar as coisas… nem que seja só um pouquinho…

2) Me tornei ainda mais (e achava que isso era impossível..rs!) sensível ao próximo. Entrei naquela idéia de que “todo mundo tem mãe”. Antes meu lado psicóloga já me fazia pensar que todo mundo tem a sua história, mas agora a coisa ficou tensa… rs! Todas as pessoas para mim merecem carinho, amor, uma segunda chance em seus erros, e isso é muito bom do ponto de vista humano, mas também preciso estar atenta o tempo todo se estou exagerando na dose… as vezes uma cara feia ou um não muito bem dado é mais do que necessário!

3) Os dias tristes ficaram mais escassos. É verdade o que você sempre ouviu… as crianças sentem no ar quando estamos chateados com algo. Várias vezes me vi aborrecida e lá vinha o Thiago me beijando e me abraçando, ou até antes de saber fazer tudo isso, ele lançava um sorrisinho de canto de boca e eu já entendia tudo. Ele queria que eu ficasse bem! 🙂

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4) Valorize seu tempo! E não somente o tempo em que estamos com eles! Brincar e conversar com meu filhote está entre as coisas que mais gosto de fazer neste mundo, mas também aprendi que quando ele dorme ou está na escolinha eu posso (e não vejo problema algum nisso) correr para fazer minhas coisas, planejar a minha vida… A gente precisa arrumar um tempo para nós também.

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5) Educar não é nada fácil! E começa bem cedo. Mesmo naquela fase em que o bebê começa a explorar o mundo é importante dizer não. As vezes a gente se sente chata de tanto repetir e até pensamos que as crianças não entendem nada… Mas elas entendem sim! Você vai ver quantas vezes seu bebê vai olhar para você antes de fazer uma arte. Eles sabem o que pode e não pode… e isso é graças a você! Rs

Enfim, é assim que me sinto…

Te convido a fazer a sua listinha do que você aprendeu, é um exercício muito bacana que nos permite uma reflexão que nem sempre conseguimos fazer…

Até a próxima semana!

Abraços.

Cecília.