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Atualmente entendemos melhor as consequências negativas do excesso de peso na infância e aquele bebê que era considerado muito fofo por ser tão gordinho hoje é motivo de preocupação para os pais. Uma das maiores preocupações é a incidência de diabetes tipo II e a puberdade precoce.

 

O pré-natal é o início do controle da obesidade. Estudos comprovam que uma mãe mal nutrida na gravidez gera criança com maior possibilidade de tornar-se obesa mais tarde. Sabe-se também que a lactação materna, no primeiro ano de vida da criança, protege-a contra obesidade e que criança alimentada com mamadeira tende a ser mais gorda no futuro. Por outro lado, uma mãe que engorda de 20 a 30 quilos durante a gestação pode causar consequências dramáticas ao filho, como a diabetes gestacional que prejudica a maturidade do feto. Além disso, como podem ter filhos com peso superior a 4 quilos, essas mães estão sujeitas a dificuldades perinatais e ao risco de desenvolver outras doenças no futuro. Crianças geradas dessa maneira podem correr o risco maior de tornarem-se obesas no futuro.

 

A alimentação do bebê até o sexto mês de vida deve ser exclusiva de leite materno não havendo necessidade de complementar com nenhum alimento adicional nem mesmo chás ou água. Na impossibilidade do leite materno, a substituição deverá ser de leites específicos para cada faixa etária e os cuidados no preparo e conservação devem ser rigorosamente seguidos. Qualquer tipo de engrossante é totalmente dispensável à alimentação saudável do bebê. Após o sexto mês outros alimentos devem ser inseridos, seguindo as recomendações do pediatra, que deverá acompanhar o desenvolvimento do bebê.

 

É interessante saber que crianças com peso e altura acima da média entre 8 e 18 meses têm maior propensão à obesidade e que ao completar um ano, o bebê não deve pesar mais do que o triplo do peso que tinha ao nascer e não deve crescer mais que 25 centímetros no primeiro ano. Outro fator que deve ser acompanhado pelos pais é que bebês que dormem pouco ficam mais cansados e consequentemente fazem menos atividades durante o dia facilitando o acúmulo de gordura.

 

Uma dica alimentar para crianças que já apresentam uma propensão à obesidade e consomem com frequência bolachas, salgadinhos ou outros alimentos com alto teor de gordura ou carboidrato é o consumo de três a quatro copos de leite por dia, de preferência leite desnatado, e pão integral.  Das refeições principais, devem constar feijão, que é um ótimo alimento, arroz integral, carne, saladas, frutas e sucos, especialmente o suco de laranja por causa do maior índice de vitamina C.

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